terça-feira, 21 de maio de 2013

Sopro...

Ditando os conflitos, em ordem de processá-los e armazená-los em seus devidos lugares, olhou serena o caminho que passou e retribui as gentilezas que recebeu.
Palavras curtas, aqui vou eu! 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sara

E estanca em partes, algo que obrigatoriamente não pode parar de molhar, mas há de secar em alguns lugares.
Eu e minhas extremidades pesadas com medidas exatas.
Outro bom lugar se abre, mesmo com voz alta.
Um dia eu volto a ter coerência aqui.
Grata! 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Rei não é....

Hoje houve um terno, nenhuma gravata e um discurso espantoso! As mediações ficaram de lado, pois discordar era obrigação.
Não tem meias pros pés frios e nem espaço pra sensações de "freezer humano".
Pequenos golpes no estômago, para empolgar o cotidiano! POR FAVOR!
E uma salva de vaias aos boçais que se acreditam alucinantes filhos do progresso e os olhos da modernidade! Não passam de projetos insustentáveis de homens, que não se dão ao trabalho de falar uma língua própria e sobem nos ombros dos que fazem isso, pra copiar seus atos.
Crânios ao alto, estão roubando minhas idéias!
Minha próxima viagem será pra Boston e adivinha que desenho me lembra você?

Que inferno a mediocridade!

quinta-feira, 28 de março de 2013

O discurso teórico.


Começo o texto necessitando ser mais digna e menos 'invernal'. A platéia seria a solução? As tragadas teriam mais efeito? Respirar, só que ao contrário? Enfim, há de ser mais um suspiro interrompido pelo barulho apressado daqueles passos ignorantes, que eu ouvia até em pensamentos.

 E sempre há uma poda num processo criativo, pois os absurdos se alimentam dos desprovidos de ambição, que tristemente guardam suas obras pra si mesmos, enterrando seus talentos junto as suas mágoas. Infelizmente punir, vira ato involuntário e o processo seletivo agora é obrigatório.

Se junta os cacos, se jogam roupas e restos não mais coerentes, busca ressuscitar através do estudo, mas não tem um 'puto' e descobre cursos onlines e gratuitos sobre a epistemologia, a didática e mais de 3000 tutoriais sobre tudo o que se quer ser, quando não se sabe o que é. 

Desvariou e mesmo achando que seus roupantes são a razão, não fez nada pra segui-los e gritou aos berros suas justiças e chorou aos goles suas derrotas e nada mais a acalmou. 
Fez-se a crise da comparação, agravada pelas redes-anti-sociais e o desserviço prestado aos pobres seres humanos, ávidos de vida alheia e carentes de vida própria. Somos todos esses e você não é diferente. Só vai ser, se não estivesse aqui, agora, e me lendo.

Hoje cedo eu ouvi a palavra 'tácita' e achei que ia gostar de saber o que era: Wikipédia me disse que  no Direito, revogação tácita é quando um texto de lei ou norma não tem mais utilidade ou aplicação prática e, mesmo sem ser expressamente cancelada, ninguém mais faz uso para as finalidades para as quais foi editada.
E assim fui eu e o que eu acabei de escrever....

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pororoca




Num festejo de momentos e descompassos, dispara o tempo, um movimento, um retrocesso, um avanço e um espaço।

Segundei:
E no dia 2 pra 1, recomeço. Engole seco, moça matutina! Pé gelado pede sapato, noite escura e é de manhã. Sair como mano, mas sou menina e sento no ponto. Capuz enterrado e um uns 3 dias afobados, me aparecem na cabeça. Vem pra ler e não se esqueça.
Começa naquela sexta que nem acordou de quinta e assim bem sorrateira e meio sem lar, eu fiz milagre e botei mais tempo num segundo pra acordar com seu olhar profundo, onde minha morada eu fiz achar.
E passam vícios, vestígios, vem você me convidando pra um passeio e digo: - Vamos botecar? Deu fome. E o caldo grosso com a cerveja, o papo ao lado que boceja, a moça bonita e ninguém a corteja. É o clima doce desse bar. E pro contraponto bem disposto, vai vir você, amado meu, com suas falas inspiradas, seus sonhos amostrados nessa cabeça que não para de coçar e nesse dedo mastigado. Ok, fim do ato. Next day, de fato.
Sábadón da batucada! E meu colchão mole me desperta cedo, com sol pingando água e a 'marejada' infectando até o desaconchego. Limpo e esfrego o imundo do quarto, o acumulado de roupas e a poeira da janela com grades, que é nela que eu olho em retângulos o meu mundo pela metade. Retomo as botas vermelhas e delas me tomo de pé. Pé quente, pé frio: Seja o que Deus quiser. Inspirada com frases de Frida, me embala na roda. Diz ela: "Espero alegre a saída e espero nunca voltar." Diz eu: Amém. Articulada e nada artista, não finge a cara e dá a pista. E minha querência em forma de gente, me salva a pele, me ouve os contras, me faz contente, cura o que fere e me deixa tonta. E nas confidências do nosso tempo, me sinto em casa e me aproveito. Solta a tal da água que estava presa no peito. Mostra os dentes e brilha o olho... É meu rapaz, é meu retorno. É minha paz, é meu sonho.
Dominguei encolhida, combinada e na medida. Em par e em bom dia. Aos papos e aos sons, as distâncias e aos tons. Risos e surpresas. Calma no espírito! É, deu jeito. Tá reparado, tá no começo, mas acho que vai.
E a noite do dia se faz e o dia da noite já chega. Dia 2 pra 1, tô no ponto, tô na espera. Fiz resumo e foram 5 minutos. Busão, Centrão e uma puta razão de viver pra entender.
E desenrolo tanto que me esqueço... Passa 2 dias e é AGOSTO.... Ai, merda! E eu só querendo terminar logo esse texto...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Excessiva



Muito Pouco (Paulinho Moska)

Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.

Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais

Chega
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero

Veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior

E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Doce ardido



Perdão pelos erros de português, é que o pensamento não me espera e vai embora perdendo as palavras, somando sensações e criando um abismo entre a fala e a coerência. Me falta 'oralidade'(sim, procurei no Google), mas transbordam as expressões.
Falando de mim, entre umas mil teorias surtadas que eu adoro colecionar, descobri que vale à pena investir em água, num amor e numa poupança. Sim, venho travando uma luta constante contra o medo de ser ridícula, mas ainda confesso que faço alguma adaptação para burocracia dos parâmetros socias. Só que minha falta de juízo, me concedeu a enorme gentileza de intolerar certos modismos. E a moleca aqui, saiu bancando a heroína e achou que podia fazer reparo no buraco dos outros; vê se pode? Mas pra botar uma pedra nesse desserviço, precisei de tolerância: Meus amores disseram amém.
É que de um jeito ou de outro, a gente arca com a noite mal dormida dos outros. Perdão aos que já arcaram com a minha!
Eu procurei o certo, pois eu já tinha visto pessoas cultivando a benevolência como quem cultiva uma horta e colhe tudo bem fresco. Mas eu, caiçara que sou, esqueci da erva daninha e os efeitos colaterais sobre a alma, acabaram me deixando à deriva novamente!
Me sinto dramática, mas o coração melou e acabei manchando tudo ao redor! E até eu me recompor, o sintoma de loucura acabou afastando a mazela que levou o nada ao lugar nenhum.
A inclinação à permanência é um vício, a mudança é um trunfo. Tem gente que passa a vida se afastando da culpa e tenta sair impune da autoflagelação, mas é melhor o próprio tapa na fuça do que uma dor inflamada. Nesses casos sempre preferi a minha mão.
Tenho alternado momentos de grande ansiedade com um absoluto desapego do tempo. E nessa contradição, acabei relacionando um grão de areia como meu espaço no mundo. Me fiz pequena, chorei por isso...
Optei por entender essa luta insana do ser humano em galgar seu espaço e o esforço que ele pratica diariamente pra obter seu sucesso hormonal! Tava querendo muito cair fora dessa guerra!
Portanto, começo a celebrar a ridícula que sou, atropelada em 'oralidades' e que tem apenas o orgulho de ser oblíqua!
Viva a água que me hidrata, o amor que me revela e a poupança que me segura.
Garçon, desce mais uma, por favor....
Batucará a boêmia que insisti em não se cansar! Mistura estampas, mas prevalece um padrão. Tem pouca lábia nos lábios. Arisca, pero muy divertida!...

Grata aos que ainda insistem em mim...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Imite uma dislexa.



Nasci velha pra morrer criança...
Me afasto e recomeço eternamente. É um traço meu sem laços e quem segurar essa bronca, eu vou grudar em mim. É que eu vivo correndo contra um tempo que é a favor das horas. Tá bom gente, tô indo para análise. Tô ouvindo vocês dizerem que é só isso que conserta crise de mundo moderno! Tolinhos, é lá que eu me bagunço ! Háaa... Salve a minha ousadia insubstituível!
Preparei minha autobiografia de bolso pra detalhar meu perfil "inteligente" nas redes sociais onde todos são famosos e "bacaninhas": Vou dizer que era sem propósitos, mas não sei se eu sou por acaso, então serei a intenção. Entendeu? É claro que não!
Quer me interpretar? Faz isso não, pois minha graça tá justamente no meu defeito que você jamais vai conseguir imitar.
Sim, tem gente que insiste que o instante existe e aí eu desisto fácil demais. É porque eu canso de ver você com esse ranço de fazer blá blá blá sem descanço e agir como uma pessoa incapaz.
E dá vontade de rir de verdade quando eu vejo essa imagem, de alguém imitando outro alguém sem a menor propriedade. Que viagem!
Vem aqui então e veja se segura essa onda de ser bailarina de ponta de pé com pintura no rosto, com rock e café. Veja se consegue andar em linhas sinuosas, com os cadarços desamarrados, de trás pra frente, com olhos fechados e o joelho sempre ralado...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pintura


Cortando impulsos pelas raízes das veias.
Uma velha companheira se aproxima sorrateira e pede passagem pra voltar. Lá vem ela trazendo de volta um ambiente quase sagrado, mas cheio de pecados.
Ops, eu tomei você em um gole só e não tive calma pra esperar o resultado de uma previsão tola o suficiente, pra me fazer desacreditar na bendita esperança que os cristãos usam de crédito pra serem moralmente felizes.
Estúpida, nada se alinha no passo, pois é solitário andar pela gente desavisada do tamanho dessa carga.
Quem viu a palidez do momento, percebeu a fragilidade do sangue exposto em análise. Será que o paciente é mesmo a pessoa que precisa de tratamento?
Se eu vivo na base de medicinas alternativas e revelo ser seguidora do vento quando vira brisa, porque sou vítima das químicas induzidas e dos tufões?
E aquela voz acolhedora que ouço no meio do caos, vem de Dorothy avisando aonde mora minha cura desse mundo vadio.
A terapia íntima de se confundir palavras com gravuras, fez com que eu me atolasse em tintas que hoje predominam num tom de vermelho fechado com um fundo marrom. Mas aquela garotinha transforma tudo isso em tons pastéis pra "disfarçar" o peso.
Pois é, cá estou revelando um retrato exposto de fragilidade confundida com uma força "estratosférica". Ainda bem que tem gente que gosta de mim...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pra dizer que não passou !



Juntava tostões antes de um "prejú" e perguntava se havia paraquedas pra pular no precipício. E o paradeiro da desconhecida Maria, vira manchete e têm destaque no jornal. Lá está ela sentada e rasa, virando exemplo para dicussão na sala de jantar, virou conveniência, virou assunto, mas nem é contra-mão e não transgride e nem agride no bom sentido...
Que estranho, de repente alguém a olhou procurando mais do que ela podia dar... E logo velhos e novos amigos lhe foram apresentados, e logo ela era mais do que sempre foi e do que de verdade merecia ser. Mas porque raios fui dar tanta atenção nessa história? Acho que como várias pessoas, tentei reconhecer cores na pessoa errada e acabei vendo que a pintura saiu com água!
Saia Maria ! Saia de mim ligeiro, não precisa voltar ! Por ora percorra efemiradades intensas e só volte a me reconhecer quando tiver propósitos...
E lá foi a desengonçada e destrambelhada criança, achando que tinha um grande rei na pança, andar por aí com ares de intenso fervor. Mas quem a via na foto vazia, olhava ela ali tão caída, sorrindo uma tristeza escondida e formando em palavras de alegria em uma frase de profunda dor.
Reaprenda Maria, recomece, mas naõ silencie essa dor que cresce e nem diminua as suas preces e nem confie tanto nos seus mestres.
Pois se danaram pela estrada outrora, os que como Maria resolveram se largar mundo à fora, sem jamais saírem realmente de seus lugares, sem jamais realmente ir embora.
Não pense que Maria é alguém que conheço, não ouse deturpar esse meu texto caso haja em ti uma Maria que renegues. A minha já me deu gastura e é só dela que minha cuca atura e só a sua que te desconjura...
Dá pra ser de verdade agora ? Grata !


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aos nossos interiores...




Alguém do lado de lá berrou: Saudades !
8 longos meses fechando um verão com outono e inverno hibernantes, introspectando pra primaverar de novo e retomar novembro no calor dos ares e pensamentos...
Livrando a cabeça do ócio burocrático e quase liberando o espaço... !
Tocando nos sentimentos e não vivendo por fora pra enfeitar a parede virtual, aliáis, diga-se de passagem : Somos todos hipócritas por natureza. A exibição é só parte de um show de talentos que temos necessidade de reproduzir pra platéia ávida por vida alheia ! É, somos todos infantis que esperam a aprovação para uma auto-afirmação de sei lá o quê ? É quase sorrir sem dar risada, sabe assim ??? Mas quase esqueço que chorei, quase esqueço que tive dores estomacais, quase esqueço que quase.... quase...foi por pouco, foi por muito... ! Eu errei, e tomara que erre eternamente pra acertar de vez em quando.
Sou um rabisco eterno de projeções futuras.. quase um esboço de um planejamento meio torto que fiz pra mim desde pequena... Ah cara, eu quero ser mais que uma ! E se hoje eu sou mudada, é porque amanhã serei a mesma e ontem eu era assim !
Eu tô escrevendo pois eu sou hipócrita, eu quero que você leia e pense em mim !

sábado, 12 de março de 2011

The sweet smell

No raio bandido da memória, me lembraria talvez do dia de hoje marcado por sensações conhecidas porém novas no limite estabelecido... A perturbação da insônia causada pela angústia do "what will be...", gerou situações de caos e normalidade ... Não havia sentido e ou explicação .. havia a vontade de se permitir, afinal : Não é proibido proibir ? Pôs as mãos entre o o rosto e respirou de alívio ...
Criou imensidões de pensamentos, ouvindo atentamente aos barulhos da rua, da televisão ligada no escuro com baixo volume e ouvia blues "downloadeado" através dos piratas da internet. E de certos ou errados, fez tudo ao contrário e achou que assim era o melhor.
Saiu do quadrado de concreto pra passear lá fora e fez isso deitada no colchão.
Esperou vinte dias pra voltar e quando chegou, viu que andaria de uma vez só. Mais uma vez : diferente! Entre as beiradas .. Ouvindo os surdos e falando os mudos ! Blind me now !
As vezes dá uma preguiça, e o olhar fica contido pra enxergar o mínimo possível … O suficiente, o necessário ! Nada mais além disso. É o que justifica o princípio do certo.
Atividade secundária se tornando prioridade.
A pauta hoje é : Improvise e desprovenha !!!
E agora ela senta contentada pelo bem maior, e sente aguçar o faro à doçura do odor.
Só e sozinha ! Sol e somzinho ! Badalos e bedéis ficaram de fora ....
Olá à todos ! I'm back baby !!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os delírios !

O mágico acabara de gerar natureza em abudância, produzindo um cenário de rara beleza ! "Um dia ainda morro nos seu braços, ou imagino a sensação ..."
E cada pedaço de esperança guardado na paisagem, permanecia intocado ! Senti o chão molhado, escorregadio e sinto que ali não poderia se andar com os pés, mas sim com as sensações ... Ele abriu uma janela no quarto escuro, pra ver o dia que não existiu !
Encheu a boca da garrafa de ar quente e aumentou a pressão do ambiente, pondo seu conteúdo pra fora ! Alguém gritava sobre as liberdades perdidas e faço aqui meu pedido de licença, pois não sabia o que gritar ... Medo é bom, ruim é o medo de ter medo !
E na caminhada solitária, refletia a sombra e os pensamentos com a ânsia em mudar, mas lembrou-se que mais importante era diminuir a velocidade pra acertar a direção !
Escolheu um banco enorme no meio de uma praça e sentou em várias posições diferentes, mudou de rua pra chegar ao mesmo lugar de sempre, viu novidades finalmente !
Trocou as roupas, largou os sapatos, andou descalça e subiu na perna de pau ! Virou de ponta-cabeça e viu o mundo na perspectiva exata do olhar : O contrário é mais lógico ! Escreveu com a outra mão e chutou com o outro pé !
Durmiu mais tarde , acordou mais cedo e inovou seu vocabulário abrindo o dicionário e escolhendo qualquer palavra pra aplicar no seu dia . Mesmo que ela seja "pixídio" "egrégio" ou "subreptício"...
Sentou direito, misturou sabores, sentiu delícias e horrores ! Trocou os relógios e os dispertadores por sentido no sono e certeza no dispertar ! Cortou o cabelo e pensou em dignidade e sentido pra escolher sua nova história !
O que não encontrou de resposta, inventou .. pois se lembrou que foi na infância que se aprende tudo o que realmente se precisa saber : Fiz meu castelo de areia, dividi o sorvete de chocolate, entendi o que vem primeiro e o que vem depois, não bati em ninguém (ou quase), devolvi tudo o que peguei (ou quase), falei tudo aquilo que queria(ou quase)...
Queria o mágico de volta , mas o que ele faz é truque ... !

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Se perguntar, te respondo assim...

E é você que não tem medo de dor ???... Amigo, venho lhe dizer que entre tantas nuances da história da vida , foi você jovem valente que enfrentou sem medo algum a forte presença de ser si próprio! Ela quer te botar no colo ; você é tão de verdade que parece mentira quando está perto e ilusão quando não está do lado...
A palavra "entrega" ganhou novos significados : De se jogar devagarinho, saboreando o passo à passo e usando a mola propulsora que diz : Libertar na conjunção é possível e é o segredo!
Se as pessoas disserem que não te reconhecem agora, será que elas alguma vez na vida te conheceram de verdade ? Na marca de suas expressões tão óbvias, caricatas, mas justas ...
Diferente de muitos , teu encanto é sua reação ao calor , ao desaborochar ... Naquelas frases feitas e marcadas com "aspas" pra firmar a intenção, você se entristece e se alegra pois ambos são sentimentos legítimos que carrega sem vergonha e sem juízo , mas a felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas ! Você é sorte então ? Nada disso , você é escolhas ... !
E na fina melodia, na fina flor de fino trato, você foi a confusão e o contrário ecantadoramente charmoso e nada democrático ! Por isso eu sei o que é ... e sei que assim nós seremos !
Bravo e bruto, Doce e carente ... Você só precisa de colo e de um abraço .. !

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sintomática



A dor não presta...Fui dividí-la em 2 partes, sobrou o meio do abismo. Seu peito mole e descontente sai do corpo pra caber. Caí quebrando o dedo por falta de espaço...
Marquei a página com cetim, ela tocava ao meu lado e tinha rabo de peixe, não podia caminhar...Acordei sem saber onde estava.
Trunfo heróico da esperteza que a andança deu... à que custo. Te vi em profusão de imagens antigas e pensei que não choraria... mas...
Gaivotas no anil, plumas no arrepio, na troca há um vazio.
Ver colorido faz parte do processo "desopilante" das coisas e na idéia do luar, vê-se o rapaz partindo em marcha lenta e mancha violeta. Passo à noite em claros e escuros, aonde pessoas permanecem entrando e saindo de meus ouvidos.
Converso com o caracol deitado no sol e conto à ele sobre o tempo que havia calor de verdade, cheirando a folha e a manhã ... estou morta de fome.
Alguém espia atrás do poste, mãos suadas e um assobio desconcertante pra aliviar a tensão. Subindo nos ombros da miséria humana, a gente chuta o balde pra mais alto. Na alucinação, vejo longe ... e soprado pela fresta da porta entre o que não se fala e a preguiça, o som reverbera... O líquido quente à cabeceira pelo esquecimento, os olhos fechados desenhados pelo tempo, um dinossauro no meu apartamento, uma criança no pensamento... Peguei os dentes com os dedos, abri a janela do perdão, quebrei o que havia em volta e guardei o que não posso contar entre os olhos e o que não posso fazer entre os gestos.
Fluída , instável, não-formada, devoro a língua montada na absoluta inverdade ao criar. Tudo é cenário e eu deposito esse caos organizado com dedos em figa no exato momento aonde você me pede favores....

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

6 sentidos

Atrás da lente escura , se esconde o tempo ... forma punitiva e "auto-podável" de querer alguma coisa e dificultá-la por sempre se achar imcapaz de tirar os óculos de sol... é noite , é dia .. e eles passam .. e o tempo aqui , perecível e impecável na contagem dos segundos, minutos e horas que na angústia, parecem ser intermináveis ... ! Não saberia ser de outra forma , seria menos vivida, mas se não fosse assim, talvez seria mais contentada ... Mas acho que não seria feliz de verdade ! Só peço que não me desacredite por favor, que veja em mim o que eu sozinha não consigo retirar de dentro e me dê uma oportunidade...
Tá na hora de tirar as borboletas do asfaltos, bater a poeira dos chinelos e umidecer o rosto pra limpar o borrado.
Sombrear aquela silhueta fez ver o movimento gracioso daquela que insiste ser na maioria das vezes apenas aquela bela imagem da fotografia.
Sair do papel e ser 1 só em todos os espaços tem sido sua maior dificuldade: Falta o ar, as palavras e o flash paralizante.
Cruzem os dedos, façam figas e esperem pelo melhor !
Só por curiosidade, você realmente viu o universo ?
E aquela confirmação esperada ? Vc realmente conseguiu ouvir ?
E aquele espaço que está em você, mas não é seu ? O cheiro te deu nostalgia ?
E no me mergulho da saliva ... produziu o interno sentimento ?
Só no toque que me desarmo, só na verdade que me entrego, só sentir faz sentido ... !!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Gracias a La Vida

Eu te ressucitei num mês transitório ...
Hoje é particularidades, é pessoal, é quase autobiográfico diminuído em caracteres, preguiça de escrever tudo e resumo de setembro.. !
Na aula de nova profissão, eu vi nos olhos a chance de tocar no universo e dele tirar um fio coerente pro meu particular. Eu vi nos ouvidos alguém me chamar garagalhando meu nome em diferentes tons e sentindo a certeza que apesar dos tropeços o caminho é esse. Eu vi no olfato o prazer de sentir que meu ambiente já pertenceu à outras pessoas e é nesse espaço que elas ficarão .. no cheiro e memória. Eu vi no paladar minha boca gigante e a possibilidade de entrar dentro dela e no gosto bom de uma música inventada especialmente pra você aos 3 anos de idade, achar que abobrinha e espinafre são tão deliciosos quanto batata frita !
Encontrei possibilidades gráficas de reproduzir o inconsciente e que prazer me dá agora achar em papel, lápis, tinta e o que mais for; um encontro íntimo que muitas vezes poderia ser bloqueado pelas palavras ... mas o desenho revela !
Senti vontade de desenhar o pensamento daquele que tenho apreço .. colori suas milhares de idéias e passei o meu melhor na semana divertida !
Arrumei as malas da minha casa e dei uma passagem pra aquela que tenho apreço sair pela porta da frente, abrindo um novo caminho que de longe espero ser pra ela o mais bonito ! Dormi noites curtas, ansiei, chorei, me senti viva de tanto pulso e se senti que o corpo ainda é pouco. Por isso a subjetividade e a vontade de não esconder de si mesma todas essas sensações !
Aqui nesse espaço eu invento histórias... mas hoje escrevi um pouco da minha !
Quem sabe de hoje até meados de outubro esse blog vire um diário de viagem ao contrário, pra quem está fora possa voltar quando quiser sem sair de seu sonho...
"Fica bem meu amor .. lhe amo como mãe se é que isso é possível !!!"

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Qualquer coisa assim ...

Quem disser que um dia começa depois do outro, nunca sentiu alguma coisa de verdade. Eu fiz um desenho pra te representar: Colorido e de traços longos, sombra e poesia escrita no canto da página. Estou com os olhos anciosos, vendo romance até no barulho da buzina, no som do freio de mão e no "click" do alarme do carro.
E aquela janelinha ali do canto, com vaso de flor, cortina de renda e um móbile pendurado... Peretence à quem ? Um dia ainda faço história com uma janela aberta, ainda resolvo o pensamento e facilito o processo.
Alguém disse arte como solução ? Fui eu que disse isso hoje ! Olhando pro dia que sorriu de volta !
Escolhe uma música, sente em uma cadeira e fale abertamente. Será que eu consigo te descobrir, te interpretar ? Será que é tão difícil assim falar da gente ?
Ela só queria se mostrar, e até pode soar clichê levantar a mão pra pedir atenção na hora que dança ! Há quem olhe e diga que é maluca, há quem olhe e diga que queria fazer o mesmo, há quem olhe e diga que beleza, há quem olhe pra reprovar, mas há sempre quem olhe ...
Quem sabe andar sozinho no monte, anda em qualquer lugar acompanhado !
E eu fico aonde for com esse jeito manso de toque, ouvindo música e fazendo arte...
To querendo aprender a viver disso ! Eu só sei que tudo que eu quero é permancer sendo aquilo que construí...
E minha janela quer abrir seu sol por hoje e por sempre à fora ...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Trocando o óleo

E que poeira é essa que custou pra sair?
Voltei ... espero mais presente e mais cuidadosa! Tem música abaixo caso queiram um acompanhamento apropriado a esse tema...
Convidativa como nunca se fez tanto assim, disparou cores, poses e informações pra que de uma forma nada sutíl, mas bem interessante, possamos flertar com as palavras e o efeito material e emocional que ela causa...
Venho me apegando demais ao interno, e que respeito mais macho eu me dei!
Não é a idade não, é outra coisa melhor...
Pôr um sonho numa realidade, pôr do sol uma fantasia!
Uma pessoa só, toca e canta pra si mesma... Quem faz música, pode ser só , mas nunca está sozinho! Quem faz poesia, pode não ser só , mas precisa sempre estar sozinho! Adivinhem porque eu escrevo aqui ? Ah, essa é fácil..
Tentativa de ousadia é o fraco nosso de todo dia! Nem tenho essa pretensão babaca.. já tive e muito. Hoje em dia só quero ser corajosa o suficiente pra fazer simplismente o que eu faço ...
Tenho ficado cansada pra grandes revoluções e mudanças de comportamentos ... Ai chatice, logo começo a fase das manias... aí me aguardem!
Será que eu fui de verdade hoje?
Aqui nesse lugar, a gente pode ser quem a gente quiser... aprender a misturar as palavras e o mundo é todo seu ... Bem vindos de novo ! Fiquem perto...


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